Golpe do instrutor de motorista no Uber

Feb 27, 2023

O Uber é sem sombra de dúvidas o aplicativo de caronas e viagens mais conhecido do Brasil e do mundo. Sua popularidade faz com que ele seja utilizado, também, por bandidos para a aplicação de diversos tipos de fraudes, com as mais diferentes características. E é por isso que você precisa conhecer o golpe do instrutor de motorista no Uber.

O fato de ser extremamente popular faz com que o Uber atraia golpistas dos mais experientes, em diversas regiões do país. O aplicativo já foi utilizado por motoristas que querem tirar vantagem de seus passageiros e, também, por outras pessoas que se passam por condutores do app.

No entanto, engana-se quem pensa que os golpes são sempre os mesmos. Casos como intoxicação de passageiros ou até mesmo “descarregamento” do celular do motorista para aumentar o preço da viagem já foram registrados. E uma das fraudes mais recentes é nada mais nada menos do que o “instrutor do Uber”.

Dito isso, pegue logo o seu caderno de anotações ou abra o bloco de notas do celular e venha conferir um pouco mais sobre o assunto.

Como funciona o golpe do instrutor de motorista no Uber?

Registrado pela primeira vez em 2017 por veículos de imprensa, após a circulação de alguns áudios de WhatsApp nas redes sociais, o golpe do instrutor de motorista no Uber é bastante simples de ser identificado. Na verdade, consiste em um ato que tem como vítima não apenas passageiros como, também, condutores.

Em suma, o golpe funciona da seguinte maneira: os assaltantes pegam uma viagem de Uber enquanto passageiros e, então, rendem o motorista. No entanto, ao invés de apenas assaltar o condutor, eles continuam no carro, no banco da frente, enquanto os chamados para corridas continuam.

Quando o motorista vai pegar um passageiro, o assaltante, ainda no banco da frente do veículo, afirma que é um instrutor do Uber - e por isso que está acompanhando o condutor. É então que a vítima entra no carro e a viagem deixa de ser uma simples corrida e se transforma em um sequestro relâmpago.

O caso é bastante típico e, apesar de já ter sido divulgado pela imprensa, foi registrado algumas poucas vezes ao longo dos anos. A orientação da própria Uber é para que os passageiros fiquem atentos, uma vez que a empresa não trabalha com nenhum tipo de instrutor - e os motoristas não contam com acompanhantes nas viagens.

Primeiro registro do golpe foi no Rio de Janeiro

A primeira vez que boatos sobre o golpe do instrutor de motorista no Uber começaram a circular foi em 2017, no Rio de Janeiro. A Associação de Motoristas por Aplicativo do município, na época, confirmou a existência de um caso que seguia o “roteiro” que citamos no tópico anterior.

Na época, o caso foi contado por um motorista que ouviu sobre o ocorrido e compartilhou com outros motoristas por aplicativo. O condutor afirma que foi pegar uma passageira no Rio de Janeiro e, antes de entrar no carro, ela ficou meio receosa e contou o que acabara de presenciar: quase havia caído em um golpe.

Segundo o relato do motorista, a passageira afirma que tinha pedido um Uber e estava esperando no local. Foi então que um carro chegou, com dois homens no banco da frente, perguntando pelo seu nome e confirmando ser da carona. Quando questionados sobre o porquê da presença de duas pessoas, o passageiro havia falado que o motorista era iniciante e que, portanto, a empresa estava exigindo um instrutor.

Durante a conversa, o motorista do veículo teria ficado completamente calado - somente o passageiro falava. A mulher, então, afirmou que andava de Uber o dia inteiro e que não ia entrar em um carro com dois homens, sendo que isso não condizia com a política do aplicativo. O caso parou por aí, e nenhum dano foi registrado.

Golpe do instrutor de motorista do Uber repercute em outras cidades

Anos mais tarde, o caso do golpe do instrutor de motorista de Uber acabou repercutindo em outras cidades. O assunto chegou aos jornais da mesma forma: por meio de um áudio que circulou nas redes sociais e estava alarmando os moradores - dessa vez do município de Campo Grande, em São Paulo.

O áudio, então, tratava-se do relato de uma jovem que afirmava ter solicitado um Uber e, na hora de entrar, verificou que haviam duas pessoas no carro. No entanto, tanto a placa quanto a cor do veículo batiam com o que estava no aplicativo. Assim como no caso anterior, o passageiro afirmou ser instrutor e a moça preferiu não entrar no veículo.

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